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  HISTÓRIA DA TATUAGEM





A história da tatuagem é quase tão antiga quanto à história dos seres humanos.

As primeiras tatuagens foram descobertas provavelmente por acaso. Alguém teve uma ferida pequena, em que caiu alguma fuligem. Dessa maneira que descobriram: "olha, uma marca foi feita!" E era permanente. Pouco tempo depois, começaram a fazê-lo consciente e artisticamente. E logo descobriram que esta era uma das maneiras importantes de distinguir seres humanos de um mero animal. Em pinturas encontradas em cavernas, e em figuras humanas nós podemos ver padrões e desenhos que se assemelham fortemente a desenhos de tatuagem que estão em uso, mesmo hoje.

As múmias, que têm milhares de anos, foram encontradas tatuadas.

Os mais antigos Povos Tatuados O Iceman: Um dos mais velhos, e mais conhecidos é o "Iceman" (ou o Glacierman, ou Ötzi, tem muitas nomenclaturas). Morreu há quase 5000 anos, e foi encontrado em 1992. Tinha sido enterrado sob um iceberg perto de uma montanha nos Alpes Europeus, entre Itália e Áustria. Seu corpo foi preservado totalmente e as tatuagens ao longo de sua coluna foram vistas facilmente. Suas tatuagens são pontos e linhas simples, mas são claramente tatuados. Nada menos de 57 foram contados.

Existem provas arqueológicas que afirmam que tatuagens foram feitas no Egito entre 4000 e 2000 a.C. Algumas múmias com sinais parecidos com tatuagens foram encontradas no Vale do Rio Nilo. Segundo alguns especialistas, os corpos eram de prisioneiros marcados para não fugir. Algumas, até tinham as mãos amarradas nas costas.

Acreditava-se que os homens das cavernas se orgulhavam das cicatrizes propositais, pois elas eram sinônimo de coragem. As tatuagens eram usadas para marcar os momentos da vida biológica (nascimento, adolescência...), registrar os fatos da vida social (tornar-se guerreiro, sacerdote, casar-se...) e pedir proteção ao sobrenatural.

Os nativos da Polinésia, Filipinas, Indonésia e Nova Zelândia (maori), tatuavam-se em rituais complexos, sempre ligados à religião. Os maori se destacaram pela criatividade do Moko, tatuagem tradicional feita no rosto.

A Idade Média baniu a tatuagem da Europa, com o argumento de que era "coisa do demônio". Qualquer cicatriz, má formação ou desenho na pele não era visto com bons olhos. No século XVIII, porém, a tatuagem se tornou bastante popular entre os marinheiros, particularmente aqueles que navegaram os mares do sul. No século XIX não havia tatuadores profissionais trabalhando, embora muitos tatuadores amadores estivessem a bordo dos navios e nos grandes portos.

Os Esquimós: As mais antigas tatuagens de que se tem notícia foram de Esquimós.
Foram encontrados nas sepulturas da Sibéria do sul na região de Pazyryk. O primeiro foi encontrado em 1948. Era o corpo de um chefe (havia riquezas com ele na sepultura). Morreu aproximadamente há 2500 anos, e o corpo foi bem preservado, porque foi totalmente coberto pelo gelo (como o Iceman). É muito conhecido, e especial na Dinamarca, porque um antropólogo dinamarquês fez uma reconstrução total das tatuagens de todo o chefe de Esquimó. Os Esquimós são também muito interessantes, porque tiveram muitos contatos com os Vikings escandinavos, mais atrasados.

Mesmo na época do chefe - durante a Idade do Bronze escandinava, os Esquimós tiveram contato com a Escandinávia. A maneira Esquimó de projetar coisas era uma inspiração grande aos Vikings. As facas da Idade do Bronze são encontradas freqüentemente junto com "agulhas" e em alguns casos, com furadores pequenos, que podem ser comparados com agulhas de tatuagem. Estas três coisas podem ser consideradas para ser a "toilette" do homem da Idade do Bronze: utensílios para raspar, e talvez também tatuagem. Dentro do mundo cultural céltico crescente da Idade do Bronze e da chegada da Idade do Ferro, pode-se ver uma influência Oriental-Esquimó. É muito provável que a arte da tatuagem pode ter sido escolhida entre as famílias-chefe nórdicas mais cedo, quando você considera a extensão de uma comunicação e da troca do comércio que existiu durante a Idade do Bronze adiantada.

O pai da palavra "tattoo" foi o capitão James Cook (também descobridor do surf), que escreveu em seu diário a palavra "tattow", também conhecida como "tatau" (era o som feito durante a execução da tatuagem, onde se utilizavam ossos finos como agulhas e uma espécie de martelinho para introduzir a tinta na pele).

A tatuagem elétrica chegou ao Brasil em junho de 1959, através do dinamarquês "Knud Harld Likke Gregersen", que ficou conhecido como "Lucky Tattoo". Knud dizia que suas tatuagens davam sorte, e em menos de seis meses, Lucky já era notícia de TV: foi ele quem tatuou um dragão no "Menino do Rio", da famosa canção de Caetano Veloso.

Fontes: Daniela Noyori/Redação Terra - Dr Shirlei Borelli, CVE - Anvisa - Dr Otávio Macedo. - Dezembro 2002


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